quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Antes demorado do que nem sequer aparecido

Atraso-me bastante a fazer este artigo. Desculpá-lo-ei com a Universidade e os trabalhos académicos e tentarei não demorar tanto a fazer o próximo. A regularidade é algo necessário para um blogue. À duas semanas, quando escrevi o meu primeiro artigo (mais um prólogo que um artigo), tinha vários planos na cabeça. Recebi entretanto um comentário visualizável no artigo anterior ao qual achei que devia responder e aproveito este artigo não apenas para pedir desculpas pela demora mas para me explicar melhor:

Cara leitora, nunca neguei a existência de tal informação. Seria errado negá-la uma vez que todo o conhecimento que tenho sobre música, aprendi-o através da mesma, assim como através de informação on-line e literatura do género.

É de se verificar também que a maioria comum infelizmente só lê, ouve e vê aquilo que lhes é apontado. A cultura musical que é publicitada de forma mais elevada, nem sempre é a de mais valor e é isso mesmo que eu pretendo mudar. Embora um blog de opinião não tenha a publicidade necessária para criar uma mudança notável, é à mesma um ponto de referência para um início de pesquisa por parte de alguém que procure o conhecimento musical.

As informações que dou no meu blog nascem daquilo que oiço ou leio, tendo sempre o cuidado de tratá-la e fazer não uma reprodução mas um melhoramento. Se o consigo fazer ou não virei a descobrir à medida que for escrevendo.

Acredito que os meios de comunicação não sejam os principais responsáveis pela falta de conhecimento existente, e sim, o desinteresse das pessoas é elevado. Mas a culpa também deve ser atribuída à comunicação quando os jornais e blogues de maior relevo não transmitem às pessoas a música que devem transmitir. Ainda assim existe uma pergunta que uma pessoa que leia este artigo deve fazer a si própria. “Quem sou eu para dizer que a música que gosto é melhor que a do próximo”?

A música que defendo não é um estilo, são vários. As pessoas que se regem por um estilo não deviam ser considerados apreciadores de música. Significa isto que não se deve ter um estilo preferido? Não. A música é muito mais que notas ou palavras. Uma música não pode ser boa só porque o ritmo é apelativo, quando por si só não tem letra que a suporte. Nos casos em que assim é, a música em si deve ter um elevado valor na qualidade de som. Nessa variante existe o Jazz, algum Rock experimental, música ambiente e alguns tipos de música electrónica. Existem várias formas da música ser boa e seria necessário praticamente escrever um livro ou uma constituição para levar a sua noção a fundo. Não o irei fazer hoje mas fá-lo-ei ao longo de vários artigos que hei de escrever.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Apresentação

O primeiro texto é sempre o mais problemático, pelo menos para mim sempre foi. Começo então por me apresentar. Chamo-me Mascarenhas, tenho 20 anos e estudo Comunicação e Jornalismo. Dizer que nasci com vocação seria mentir, nunca pensei enveredar por este meio. Acima de tudo para mim existe a música. Foi algo que sempre gostei, mas mais uma vez, também nunca tive vocação para tocar nenhum instrumento, fosse de cordas, teclas ou percussão. Interessei-me por música desde pequeno, mas nunca considerei a hipótese de seguir uma carreira ligada à mesma. Comecei a escrever artigos e comentários na versão digital da revista Blitz e foi aí que surgiu o meu interesse pela profissão.

Jornalismo musical. Porque não? Há muito tempo que se faz embora por vezes seja de fraca qualidade. Não só porque alguns jornalistas publicam artigos algo débeis, embora seja de referenciar que como sempre há excepções à regra, mas igualmente por falta de informação em relação a determinadas bandas. Outra característica deste tipo de jornalismo é o facto de as bandas que são dadas a conhecer neste tipo de publicações geralmente são aquelas que por trás têm editoras fortes com dinheiro para criar uma boa publicidade, mesmo que a banda não valha tanto. Existem muito boas bandas por este mundo fora que pouca gente conhece e que têm mais valor que muitas “mainstream” da actualidade. Existem conceitos básicos de música que são desconhecidos. Em diálogos que tenho com amigos e colegas, muitas vezes refiro conceitos ou bandas que ninguém conhece, precisamente por falta de informação.

O que eu pretendo com este blogue é informar as pessoas não só de concertos de bandas conhecidas do mundo em geral mas também de bandas que não têm o valor que merecem. Quero tentar alargar o conhecimento geral de música, fazer referencia a intervenientes importantes, quer deste tempo, quer do passado.